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Megaoperação da Polícia Civil mira cúpula do Comando Vermelho

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma grande operação para investigar crimes de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o Comando Vermelho e autoridades. A ação foca em Edgar Alves de Andrade, um dos líder...
Foto: CV

Nesta quarta-feira, a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) lançou uma operação de grande escala para investigar crimes relacionados à lavagem de dinheiro, organização criminosa armada e corrupção policial. A ação envolve membros do Comando Vermelho (CV), da Polícia Militar e políticos, e é fruto de uma investigação liderada pelos delegados Pedro Cassundé e Vinicius Miranda de Moraes da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD).

O foco da investigação é Edgar Alves de Andrade, conhecido como 'Doca da Penha', 'Urso' ou 'Paraíba', que é considerado um dos principais líderes do Comando Vermelho, com mais de 20 anos de atuação. A polícia o identifica como a '1ª Voz das Ruas', atuando como porta-voz da cúpula da facção.

A análise de mensagens atribuídas a Doca revelou uma estrutura organizacional sofisticada dentro do Comando Vermelho, que inclui um conselho deliberativo, cargos definidos e um regime disciplinar. Este modelo foi descrito em um estatuto interno que Doca enviou ao Primeiro Comando da Capital (PCC) durante negociações de paz entre facções em fevereiro de 2025.

A investigação também destaca uma tríade de comando na organização criminosa: Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, que preside o Conselho Permanente do CV e está preso em um presídio federal; Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, que cuida da tesouraria; e Edgar Alves de Andrade, o Doca, que articula as operações nas ruas.

Apesar de estar encarcerado, Marcinho VP mantém influência sobre a facção através de sua esposa, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, e do sobrinho, Landerson Lucas dos Santos, que atuam como intermediários nas comunicações. O inquérito sugere que advogados, familiares e operadores externos servem como canais para transmitir ordens da cúpula presa para as lideranças que operam nas ruas.

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