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Audiência sobre mortes de jovens em João Pessoa é agendada

A Justiça agendou para 11 de maio a audiência de instrução do caso que investiga as mortes de Guilherme e Ana Luía, ocorridas em novembro de 2024. O policial Thiago Almeida Filho é réu por duplo homicídio qualificado.
Foto: THMais

A audiência de instrução do caso que investiga as mortes dos jovens Guilherme e Ana Luía, ocorridas em 30 de novembro de 2024, em João Pessoa, foi marcada para o dia 11 de maio. Inicialmente considerada um acidente de trânsito, a investigação evoluiu para a possibilidade de duplo homicídio após novas apurações e a conclusão do inquérito.

O policial militar Thiago Almeida Filho foi acusado de duplo homicídio qualificado, com a denúncia aceita pela Justiça. A acusação indica que um disparo de arma de fogo atingiu Guilherme, que pilotava a motocicleta na qual Ana Luía estava como passageira.

A versão inicial do caso sugeria que o condutor havia perdido o controle da moto e colidido contra um poste, resultando na morte do casal. Contudo, a família de Ana Luía contestou essa narrativa, exigindo uma investigação mais detalhada.

Relatos da família indicam que a suspeita de homicídio se fortaleceu após a descoberta de uma perfuração no capacete de Guilherme. Exames e perícias subsequentes apontaram a possibilidade de um disparo de arma de fogo, com uma análise realizada em Brasília confirmando elementos compatíveis com essa perfuração.

Joselito Mendonça, pai de Ana Luía, tem acompanhado de perto a investigação e expressou sua descrença na hipótese de acidente desde o início. Ele relatou dificuldades em acessar informações e objetos relacionados ao caso, incluindo os capacetes usados pelo casal na noite do incidente.

Joselito espera que a audiência traga avanços na responsabilização dos envolvidos. Ele também mencionou os impactos emocionais e financeiros que a família enfrentou durante a investigação.

Além da responsabilização do policial, a defesa da família pretende investigar a conduta de outros agentes de segurança presentes na ocorrência, buscando esclarecer se houve falhas no procedimento adotado.

Outro aspecto relevante é que o policial denunciado já foi mencionado em um processo anterior relacionado à morte de um motoboy, circunstâncias que estão sendo analisadas pelos investigadores. Esse elemento será considerado no devido processo legal.

A audiência de instrução em maio será uma etapa crucial do processo, com a expectativa de ouvir testemunhas e aprofundar os elementos do inquérito. A família espera que o andamento judicial esclareça se a ocorrência foi um acidente ou uma ação criminosa.

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