Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), tem se reunido com seus colegas para discutir maneiras de desviar a Corte da crise envolvendo o Banco Master. As conversas, que ocorreram até durante o fim de semana, surgiram após a divulgação de mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.
Fachin já teria conversado com todos os nove ministros, incluindo Moraes e André Mendonça, relator das investigações. Ele considera a situação alarmante e defende a criação de um código de conduta para o STF, com o objetivo de demonstrar ao público que, apesar de eventuais desvios éticos, a instituição está comprometida com a correção.
Em um discurso recente, Fachin enfatizou a importância do "saudável distanciamento" entre juízes e as partes envolvidas nos processos, durante um encontro com presidentes de tribunais superiores e de segunda instância.
A crise do Banco Master ganhou destaque devido à condução das investigações por Dias Toffoli, que foi pressionado a se afastar do caso após revelações sobre sua ligação com um empreendimento relacionado ao banco. A relatoria foi transferida para Mendonça, que na semana passada determinou a nova prisão de Vorcaro.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro revelaram que ele mantinha contato com Moraes. Além disso, a advogada Viviane de Moraes, esposa do ministro, possui um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, considerado "incompatível" com os valores de mercado por especialistas.
Em uma decisão recente, Mendonça permitiu que advogados de Vorcaro visitem o banqueiro em um presídio federal sem gravação, atendendo ao pedido da defesa. Ele também autorizou a entrada de cópias impressas dos autos e a possibilidade de anotações durante as visitas.