O Partido dos Trabalhadores (PT) moveu uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra um vídeo do Partido Liberal (PL) que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a escândalos relacionados ao Banco Master e desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O PT classificou o conteúdo como um "vídeo leviano e de caráter eleitoreiro".
A representação foi apresentada pela Federação Brasil da Esperança, que inclui PT, PV e PCdoB. O documento alega que o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, sugere que Lula e membros de sua família estão envolvidos em uma quadrilha criminosa.
O vídeo, intitulado "A Grande Quadrilha
, utiliza imagens geradas por inteligência artificial para parodiar a série
A Grande Família", insinuando que pessoas próximas a Lula fazem parte de uma organização criminosa. Publicado no Instagram do PL no dia 8, o material foi posteriormente removido.
A federação argumenta que o vídeo configura propaganda eleitoral antecipada irregular e negativa, passível de multa entre R$ 5 mil e R$ 25 mil, ou equivalente ao custo da propaganda, caso este valor seja maior.
Os advogados da federação afirmam que o vídeo foi criado com a intenção de disseminar informações falsas sobre o suposto envolvimento de Lula em práticas reprováveis, como desvios de aposentadorias e benefícios sociais. Eles ressaltam que a divergência política é essencial para a democracia, mas deve ser pautada pelo respeito mútuo.
O material sugere ligações de Lula com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", e com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Também menciona a primeira-dama Rosângela da Silva, o filho de Lula, Fábio Luís, e outros ministros do governo.
Até o momento, não há provas que conectem Lula e sua família a qualquer esquema relacionado ao Banco Master, enquanto diversos parlamentares de direita e extrema-direita foram mencionados em documentos vazados.