Especialistas em neuropsicologia discutem a eficácia dos jogos de celular no fortalecimento das funções cognitivas em idosos. A prática de jogos digitais, que ganhou popularidade entre diversas faixas etárias, é frequentemente promovida como uma forma de exercitar o cérebro.
No entanto, os especialistas alertam para os limites dessa abordagem. Embora alguns jogos possam oferecer benefícios temporários, como a melhoria em tarefas específicas, eles não substituem atividades que realmente promovem a saúde cerebral ao longo do tempo.
Além disso, a neuropsicóloga enfatiza que a proteção contra o declínio cognitivo está mais relacionada a hábitos saudáveis e atividades enriquecedoras, como exercícios físicos, interação social e aprendizado contínuo. Essas práticas têm um impacto mais significativo na manutenção das funções cognitivas à medida que envelhecemos.
Os jogos de celular, portanto, podem ser uma ferramenta de entretenimento, mas não são uma solução definitiva para os desafios da cognição na velhice. Os especialistas recomendam um enfoque equilibrado que combine diversão com atividades que realmente estimulem e protejam o cérebro.