A utilização ideológica de números é um fenômeno que data de muito tempo e é frequentemente resumido na frase que classifica as estatísticas como um dos três tipos de falsidade, ao lado de mentiras e mentiras cabeludas.
Esse uso distorcido de dados é observado em diversas áreas, tanto à direita quanto à esquerda do espectro político. Exemplos incluem informações sobre o Bolsa Família, estatísticas de mortes durante a pandemia de Covid-19, ajustes fiscais, aposentadorias e horas trabalhadas.
Apesar das distorções, os números e os critérios utilizados para coletá-los podem ser alvo de críticas construtivas, permitindo que surjam insights no debate público. Essa é uma das razões por trás do esforço em saturar o espaço informativo com dados, muitas vezes criando confusão e desinformação.
A manipulação de dados não se limita a um único tema; é uma estratégia que pode obscurecer informações relevantes, como o caso das mortes em Gaza, onde as estatísticas são muitas vezes relativizadas ou ocultadas.