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Operação Argos Desmantela Maior Organização de Tráfico na Paraíba e Bloqueia R$ 104 Milhões

Operação Argos desmantela grande organização de tráfico na Paraíba e bloqueia R$ 104 milhões em contas.
Foto: Operação ocorreu nesta quinta-feira, 26 (Foto: Polícia Civil)

Na manhã desta quinta-feira, 26 de outubro, a Polícia Civil da Paraíba deflagrou a Operação Argos, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa considerada a maior liderança do tráfico de drogas na Paraíba. A operação também abrange regiões do Sertão de Pernambuco e do Ceará, resultando em ordens judiciais cumpridas em vários estados, incluindo São Paulo, Bahia e Mato Grosso.

Durante a ação, foram bloqueados mais de R$ 104 milhões em contas bancárias de 199 envolvidos na organização. Além disso, 13 imóveis de luxo e 40 veículos, que incluem carros esportivos, foram sequestrados, totalizando um valor estimado em mais de R$ 10 milhões.

A investigação teve início em meados de 2023, quando a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e forças parceiras realizaram apreensões recordes de drogas em território paraibano. O cruzamento de dados de inteligência revelou que os carregamentos apreendidos pertenciam a Jamilton Alves Franco, conhecido como 'Chocô'.

Com a análise de celulares apreendidos e a quebra de sigilos bancários, a Polícia Civil identificou uma estrutura criminosa que operava como uma holding do crime interestadual. Jamilton Alves Franco, originário de Cajazeiras/PB, construiu sua trajetória criminosa em São Paulo, onde se conectou ao Primeiro Comando da Capital (PCC), tornando-se o principal distribuidor de cocaína e maconha para o Nordeste.

Desde o início da investigação, as apreensões de drogas alcançaram valores que superam os R$ 100 milhões. Entre os grandes eventos de apreensão estão 150 kg de cocaína em maio de 2023, 400 kg de drogas em junho, e uma apreensão recorde de 1 tonelada de entorpecentes em outubro de 2023.

A Operação Argos mobilizou mais de 400 policiais civis, com o apoio de várias unidades e forças especiais, incluindo o GAECO/MPPB e a Polícia Civil de São Paulo. A organização criminosa era composta por diversos núcleos, incluindo áreas de transporte, varejo e lavagem de dinheiro, com movimentações financeiras que chegam a meio bilhão de reais desde 2023.

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